A Polícia Civil divulgou, nesta quinta-feira (14), imagens de uma mulher suspeita de esfaquear e matar uma passageira dentro da linha 61 em Belo Horizonte. O crime foi na madrugada da segunda-feira (11) e a suspeita, que ainda não foi identificada, fugiu logo após o ataque.

Nesta quinta-feira (14), o delegado César Matoso confirmou que a empregada doméstica Valdete Lopes Queiroz, de 49 anos, foi assassinada por motivo fútil dentro do coletivo.

As imagens do circuito de câmera do ônibus mostram claramente o rosto da mulher apontada como a agressora. De acordo com o delegado, ela cochilava dentro do coletivo e teria se irritado após um “esbarrão”.

“A vítima entra de forma atabalhoada, falando, e ao sentar parece emburrar a perna da autora, que estava cochilando. A partir daí iniciam uma discussão […] Em função deste esbarrão, quando a autora acorda, acorda de forma assustada”, explicou o delegado sobre a análise das imagens

Na hora do crime, as duas se sentavam em cadeiras à frente da roleta. A polícia afirma que a versão de testemunhas foi confirmada na análise da imagens.

“Temos aqui um pequeno fato, que resulta numa agressão extrema”, acrescentou o delegado, definindo a situação como uma “violência banal e desmedida”.

Cronologia do crime

De acordo com a polícia, a suspeita embarcou na Estação BH Bus Venda Nova rumo ao Centro de Belo Horizonte, provavelmente saindo do trabalho, por volta das 4h20. Já a vítima entrou estação Candelária.

“Próximo à Av. Paraná, a autora pede para descer fora do ponto e o motorista para fora da estação. A autora agride a vítima com um golpe, crava a faca no peito e desce no ônibus correndo. Temos as imagens da autora já em fuga. A vítima retira a faca do peito, é socorrida”, disse Matoso, descrevendo o momento do crime.

A suspeita fugiu do ônibus assim que as portas se abriram. Segundo o delegado, o fato de o motorista ter parado fora do ponto não facilitou a fuga, porque a agressão foi rápida, quando as portas do veículo já estavam abertas.

“Ela só agride a vítima no momento que as portas estão abertas. Um recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O ataque foi de surpresa. A agressão é rápida, ela bate a faca e sai, a ponto de não retirar a faca do corpo da vítima. Mas a faca foi cravada de tal modo que demonstra que a autora descarregou a raiva em cima da vítima”, disse Matoso.

A vítima retirou a faca e morreu em seguida, a caminho do hospital. A arma foi apreendida.

Segundo o delegado, após identificação da suspeita e possível localização, a polícia deve pedir a prisão por homicídio qualificado.

Fonte e foto: G1