O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27) no Twitter que “o México tirou vantagem dos EUA por tempo demais”. “Os déficits massivos no comércio e a pouca ajuda na fronteira superfraca devem mudar, AGORA!”, escreveu, tanto em sua conta pessoal quanto na oficial.
O post é mais um capítulo na crise diplomática entre os dois países devido à construção de um muro na fronteira. Trump insiste que o México pague pela construção, o que o país vizinho nega que vá fazer.
Na quarta-feira (25), Trump assinou uma ordem executiva para iniciar a construção do muro, uma das principais e mais polêmicas promessas de campanha do republicano.
Após a assinatura, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, disse que lamentava e reprovava a decisão, e reiterou que seu país não pagará pela construção do muro, como defendia Trump. “O México não acredita nos muros. Já disse várias vezes, o México não pagará nenhum muro”, declarou, em um vídeo publicado no Twitter.
Peña Nieto também ordenou que os 50 consulados mexicanos nos EUA reforcem suas medidas de proteção e “se convertam em autênticas defensorias dos direitos dos imigrantes”.
Ele tinha uma reunião em Washington marcada para a próxima terça-feira (31), mas, na quinta-feira (26), avisou que não iria mais. No mesmo dia mais cedo, Trump havia postado no Twitter que Peña Nieto deveria cancelar a reunião se o México não estiver disposto a pagar pelo muro.
“Os EUA têm um déficit de US$ 60 bilhões com o México. Tem sido um acordo de apenas um lado desde o início do Nafta, com números maciços de empregos e empresas perdidas. Se o México não quer pagar pelo tão necessário muro, seria melhor cancelar o encontro”, escreveu Trump no Twitter.
O governo de Trump disse também que vai aumentar em 20% as taxas de importação de produtos mexicanos e irá usar esse dinheiro para construir o muro. O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse que o novo imposto pode gerar aproximadamente US$ 10 bilhões (cerca de R$ 32 bilhões) em receita por ano.

Foto: Editoria de Arte/G1
Fonte: G1