O empresário e lobista Adir Assad foi preso em sua casa nesta sexta-feira (19), em São Paulo. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, determinou, nesta quinta-feira (18), o retorno do condenado à prisão. O lobista também está envolvido na 31ª fase da Operação Lava Jato, tornando-se réu no dia 12 de agosto em uma nova ação penal.
Na decisão, Moro diz que Assad deve “permanecer recolhido à carceragem da Polícia Federal no Rio de Janeiro ou no sistema prisional estadual do Rio de Janeiro até nova deliberação judicial.”
Adir Assad já foi condenado na Lava Jato a 9 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele foi preso em março de 2015, na 10ª fase da Lava Jato. Em dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu prisão domiciliar a ele.
Nesta quinta-feira, o advogado Miguel Pereira Neto, que faz a defesa do lobista, protocolou uma petição informando que Assad se comprometia a se apresentar à autoridade policial.
Outras operações
O empresário também é alvo de outras investigações. Ele teve prisão decretada em julho deste ano pela Operação Pripyat, que investiga irregularidades na Eletronuclear.
No dia 10 de julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão em regime fechado e permitiu que ele cumprisse o regime domiciliar, com medidas restritivas.
Apesar de ter tido a prisão decretada na Pripyat, Adir Assad já estava preso em decorrência da Operação Saqueador, deflagrada em 30 de junho.
A Operação Saqueador investiga desvios em contratos de obras públicas realizadas pela construtora Delta. Ele foi preso juntamente com o contraventor Carlinhos Cachoeira e o empresário Fernando Cavendish. Dentro dessa operação, o lobista já havia sido autorizado a cumprir prisão domiciliar, mas permaneceu preso devido ao processo decorrente da Pripryat.
Adir Assad na Lava Jato
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), entre 2009 e 2012, Adir Assad usou diversas empresas de fachada para intermediar pagamento de R$ 40 milhões desviados da Petrobras para o o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque e o ex-gerente de Serviços Pedro Barusco.
O empresário era conhecido pela promoção de shows e eventos no Brasil. Assad trouxe a banda U2, a cantora Amy Winehouse e Beyonce para o país.

Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Fonte: G1