O governo do Reino Unido enviou nas últimas semanas centenas de cartas para cidadãos europeus residentes em território britânico os intimando a “sair do país” e ameaçando deportar quem se recusasse.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (23) pelo jornal britânico “The Guardian”, após uma professora universitária finlandesa, Eva Johanna Holmberg, publicar a carta nas redes sociais.

Holmberg, historiadora da Universidade de Helsinki, é casada com um cidadão britânico, vive no Reino Unido há uma década e trabalha na Queen Mary University de Londres.

Segundo a carta, os estrangeiros tinham que “deixar voluntariamente e imediatamente o Reino Unido ou o ministério do Interior teria disposto sua expulsão”. O documento também salientava que quem recusasse a abandonar o território britânico, mesmo tendo passaporte europeu (e por isso tendo direito legal de permanecer o país) poderia acabar preso segundo quanto previsto pela Lei de Imigração local. Segundo o ministério do Interior de Londres todas as pessoas que receberam as cartas são cidadãos europeus.

Depois que o caso se tornou público, a primeira-ministra britânica, Theresa May, foi obrigada a pedir desculpas pelo “erro infeliz” e que os direitos dos cidadãos europeus não serão afetados pelo Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Há alguns dias, durante as negociações com a União Europeia sobre o Brexit, a própria May tinha declarado que os 3,5 milhões de cidadãos europeus que moram no Reino Unido não teriam sofrido qualquer consequência em seu status jurídico, e que os visitantes provenientes de países da UE não precisariam de visto para entrar em território britânico.

Fonte e foto: G1