Após quarenta e cinco dias de acirrada disputa eleitoral, o candidato Edgar de Souza (PSDB), com o vice Carlinhos Daher, venceu nas urnas com 17.491 votos (47,99%), contra Rogério Câmara com 16.486 (45,23%), Osvaldir Spadim com 1.553 (4,26%) e Zé Francisco com 916 (2,51%).

Sem poder contar com doações empresariais, as campanhas de todo o Brasil foram mais modestas, refletindo, inclusive, na cidade de Lins e na região. Com menos barulho visual, as estratégias de divulgação dos candidatos isolaram-se em redes sociais e diversos carros e motos de som – alvos de inúmeras críticas pelos populares, devido ao volume alto.

Mesmo assim, a campanha do candidato vencedor foi claramente mais estratégica, apostando em comícios, visitas nas regiões periféricas e divulgação dos projetos realizados, através de seus partidários. Não era difícil ver o rosto de Edgar em muitas fotos e no contato direto com os populares.

Rogério Câmara, conhecido pelos seus feitos frente ao Clube Atlético Linense, era uma nova aposta na política linense. Aproveitando o cenário atual brasileiro, com população saturada de seus representantes de carreira política, foi um candidato com grandes chances de ocupar a cadeira de prefeito, ainda mais por ser outsider – de fora da vida política. Esta premissa se reafirma ainda mais após a vitória de João Doria na cidade de São Paulo, começando a disputa com números inexpressivos. Porém, contou com pequenas falhas que colocaram em cheque sua própria campanha, como a falta no debate de Lins. Talvez este seja o maior erro dos outsiders: desafiar os políticos de carreira.

Osvaldir Spadim e José Francisco não fizeram parte da polarização que ocorreu no cenário político linense, angariando números baixos de votos.

Um fato chamou a atenção nestas eleições: a quantidade de abstenções (25,24%), votos nulos 3.538 (8,37%) e em branco 2.622 (6,20%), sinal da saturação da população brasileira, que foi às ruas para tirar Dilma Rousseff, mas esqueceu de exercer sua cidadania nas urnas.

Edgar precisará se empenhar nesta candidatura, tendo em vista não ter obtido a maioria dos votos válidos, como quando disputou com Fátima Pires, sofrendo migração de seus eleitores para outros candidatos. Ainda assim, ter obtido a segunda candidatura em tempos de campanhas maciças contra reeleições – novamente tendo São Paulo como maior exemplo com a ex aposta do PT, Fernando Haddad -, simboliza a sobrevivência ao meio de um vendaval, mostrando ainda ter fôlego político e eleitoral para aparar arestas.

Na Câmara Municipal a renovação foi feita quase completamente, com apenas quatro candidatos permanecendo nas cadeiras da vereança. Veja os eleitos:

Fátima Pires PMB 4,50% 1.625
Rogério Barros DEM 4,30% 1.553
Roy Nelson PR 2,85% 1.028
Neto Danzi SD 2,72% 982
Pedrinho PRB 2,42% 872
Damião de Souza PR 2,12% 764
Zé Gomes PPS 1,93% 698
Ademir Chiarapa PSC 1,67% 602
Profº Akio PSDB 1,62% 584
Aparecido C. PMDB 1,44% 521
Moreira PSDB 1,38% 498
Baiano do Buzão PPS 1,07% 387
Dr. Marino PMDB 1,00% 362
Gustavo Jordani PDT 0,99% 359
Dr. Leão PSD 0,78% 282

Veja os resultados em outros polos:

Promissão:
Dr. Artur – 10.238 (52,18%)
Hamilton Foz – 9.384 – 47,82%

Guaiçara:
Vadinho – 5.645 (88,40%)
Galinho 741 (11,60%)

Getulina:
Toninho Maia – 3.516 (56,77%)
Tadeu 2.276 (36,75%)

Guaimbê:
Albertino Brandão 1.701 (44,01%)
Didi 1.266 (32,76%)

Sabino:
Dinho Advogado 2.792 (72,20%)
Marquinho 595 (15,39%)

Cafelândia:
Luis Otávio – 5.222
Tuka Montera 2.092